Me lembrei de um fato que me aconteceu recentemente. Tive que fazer um procedimento cirúrgico e, durante a cirurgia conversando com o médico sobre as maiores invenções do século, pude descobrir uma dessas fabulosas. Na opinião dele, é claro, a anestesia teve o seu primeiro lugar. Na hora até concordei porque estava eu, justamente anestesiada, mas hoje, com “tempo” eu faço a premiação para outra invenção. Eis que segue abaixo.
O alemão Heinrich Hertz (1857 - 1894) usa descargas elétricas para produzir as primeiras ondas de rádio, tornando possível a invenção de novos meios de comunicação, como o telégrafo sem fio, o rádio e a televisão.
Eu não sei se sou eu, mas se vocês sentem dificuldade de entender as letras que os médicos escrevem nas receitas de remédios. Tenho certeza que muita gente não entende bulhufas do que eles rabiscam. Eu passeando pelas matérias da Super Interessante, descobri que as letras dos médicos já foram até objeto de estudo em pesquisas, para mim é tudo muito louco. Na verdade esse tipo de pesquisa só mostra que os caras não tem mais nada de importante para pesquisar e eu, por fim, também não tenho muito mais de importante para falar, mas que eu tínha essa pontinha de curiosidade isso eu tínha. Segue o cronograma da Super:

1976 - Especialistas australianos foram os primeiros a testar a grafia de médicos e não-médicos, classificando cada carta com o objetivo de criar um resultado estatístico. Em todos os testes a letra dos doutores levou a pior nota.
1994 - Os americanos calcularam o tempo gasto para ler as receitas escritas pelos residentes de medicina e o tempo que levavam para ler as versões digitadas das mesmas receitas. Conclusão: as cartas escritas à mão levavam um tempo 46% maior para serem lidas e 11% maior para serem entendidas.
1997 - Pesquisadores do Texas, nos Estados Unidos, publicaram em um jornal médico outro estudo. Eles pediram a enfermeiras que lessem as ordens dos médicos por escrito e concluíram: 20% das prescrições e 78% das assinaturas estavam ilegíveis.
1998 - Quatro médicos ingleses usaram computadores para comparar as letras de seus companheiros profissionais com outras pessoas (não-médicas). Os resultados apontaram que, mesmo se esforçando para fazer uma grafia bonita e clara – a pedido dos pesquisadores -, os médicos ainda escreviam pior do que as outras pessoas.
2001 - Médicos de Edimburgo publicaram um estudo que comparava a escrita dos médicos com as de enfermeiros. O resultado: os primeiros escrevem mais rápido e por isso são menos legíveis.
2004 – 167 prescrições médicas do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Fortaleza, foram avaliadas por um acadêmico e um farmacêutico. Eles descobriram que 78 (46,7%) delas eram consideradas pouco legíveis ou ilegíveis. E a identificação do médico estava ilegível em 147 (88,0%) prescrições.
A curiosidade em saber o por quê do ano bissexto me levou a pesquisar. Mas vem cá, certinho, certinho dessa história não posso falar, pois é um rolo danado. Em 238 a. C. lá no Egito um jovem decidiu compensar um dia a mais por causa do não sei que da posição do sol, depois de quase 200 anos veio outro cabeça definindo que esse dia seria antes do mês de março. Ok.
Quando a gente acha que a palavra anticonstitucionalissimamente fosse uma das maiores da língua portuguesa, vem essa aí para rebater.
“pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico”
Esta palavra está registrada no novo Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa e tem nada mais que 46 letras, sua definição é: estado de quem é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.`
É mole, da para acreditar?