Quero outro mundo que comporte os sonhos de uma menina palestina, e de uma menina brasileira…

Um outro mundo possível, onde sejam respeitados os direitos básicos de uma menina africana, de uma menina peruana…e de uma menina libanesa.

Os 15 trilhões de dólares que foram evaporados (na então crise) levaram consigo imensas corporações, grandes bancos e tradicionais fábricas. Deixando para trás, em meio às frias estatísticas, as demissões em massa, o desemprego, a fome, o desespero, as lágrimas.

Uma crise que NÂO assolou a periferia, mas o coração do império. Os economistas dizem que essas corporações e que esse capitalismo vive disso – de crise e que esta é mais uma crise cíclica. E tentarão nos empurrar mais do mesmo, mais consumo, mais conflitos, mais individualismo…Porém essa crisse é terminal, ela acaba.

Sinceramente, eu acho que o desafio não é remediar o que NÃo tem conserto e sim buscar novas alternativas.

O sistema atesta sua falência, onde a cada 4 minutos uma pessoa perde a visão em decorrência da carência de vitamina A, declara seu próprio fracasso.

Um sistema onde a cada 5 segundos uma criança com menos de cinco anos morre de fome ou desnutrição, atesta mais uma vez sua falência.

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Um sistema que criou desumanos sofrimentos e gritantes desigualdades. O sistema vigente tem como pilar o individualismo avassalador que demonstrou-se incapaz de assegurar o bem-estar da humanidade.

Um individualismo que se revela na linguagem cotidiana:

“O meu emprego, o meu salário, a minha casa, o meu carro, a minha familia, o meu celular…” I LOVE ME

Um sistema onde ninguém é levado a construir algo em comum, onde a competição, o acumulo, a ostentação predominam em detrimento da solidariedade, da caridade e compaixão.

Um sistema onde as crianças aprende desde de cedo a conjugar o verbo comprar e simplesmente desconhecem o verbo compartilhar.

Um sistema que incentiva o consumismo inconsequente e desenfreado, e que  tanto cultua os bens materiais.

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Uma cultura que dissemina compulsão e consumismo, que associa o conceito felicidade a um produto.  Um sistema que desconhece o amor, a caridade, a compaixão, que se faz de cego e surdo para o apelo do excluído, do necessitado.

O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença o descaso.

Como foi que permitimos chegar a esse ponto?

Não podemos esquecer da nossa natureza. E se aqui ficarmos falando do que fazem com ela, vamos levar mais horas e horas.  Precisamos mudar, pois sabemos que talvez as proximas gerações não conheçam a natureza. Nem a menina do afeganistão, nem a menina libanesa, nem a menina brasileira, nem a menina africa, nem ninguém.

As crises financeira, climática, energética, alimentar e outras – todas elas nos remetem para a crise do paradigma dominante.

I LOVE ME.

Qual mundo iremos deixar?

Sim, é possível outro mundo. Sim é possível amar o próximo!

Olívia Meneghetti Carromeu